quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

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VERDADES UNIVERSAIS, ARGUMENTOS SUPERFICIAIS

Clichê, tolerância, hipocrisia, massa, mainstream, underground, alienação;
Senso crítico, senso comum, bom senso, conteúdo e manipulação.
Palavras cada vez mais repetidas em discursos tão persuasivos e tão... rasos.
Disformes, esvaziaram-se, tornaram-se ocos.

Críticas prontas para consumo imediato, tem para todos os gostos e nem precisa mastigar, só engolir de uma vez só:
A favor, contra, meio termo que é mais equilibrado;
e não é em cima do muro não, senhor.

O importante é ter uma opinião para chamar de 'minha'.
Não interessa por quantas mãos que redigiram, quantos olhos que leram e quantas bocas que proferiram ela passou antes de ser proclamada sua.

Idealizar, questionar, refletir, sentir, racionalizar, descobrir, concluir;
ser autor é processo lento e o tempo é corrido.

O inédito não tem tanta força, impacto.
Necessário é receber informação, quantidade para impressionar
Falar não se sabe o que, mas com propriedade e certeza, convicção e firmeza.

Nesse jogo de aparências que vivemos hoje, mostrar que está com a bola toda é convencer a vir para seu time o maior número de adeptos possível. Ou melhor, o maior número de repetidores seguros de uma lógica criada por outra mente qualquer.

Difícil é frear o ritmo, parar, fugir das teses prontas. O Mundo são pessoas vivendo experiências. Pessoas e experiências são únicas. O que os move também.
Tentar tocar o mais fundo, o pessoal, o particular, e não o generalizado;
o sentimento de quem vive, não de quem tenta traduzir ou rotular.
Tentar compreender além do útil. De dentro para fora e não de fora para dentro.

Já existem muitas explicações para tudo, quero é entrar em contato e perceber o que explica isso tudo que existe.
Alguém pode me estender a mão aqui embaixo?

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domingo, 11 de julho de 2010

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As palavras brotam nas mãos
Tocando o externo, germinam


A caneta,
tão precisa quanto o pincel daquele que pinta
tudo que vê e tudo que sente,
é instrumento de poder transcendente
Guia os pensamentos soltos até o papel
Poda um, dá polimento a outro
Permite-os contornar novas formas


Caindo sobre as linhas vazias
como tinta que escorre na tela
as palavras acomodam-se uma ao lado da outra
manchando o imaculado branco com mensagem e imagem
perspectiva, movimento e particularidade


Quando colhidos,
seus frutos se transformam em semente para novas mentes
e mãos:
descoberta, questionamento e 
reflexão.



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quarta-feira, 23 de junho de 2010

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~~ Sub _ Marino ~~

Subliminar

Algumas vezes eu me vejo imersa em sensações que claramente existem em mim - como lembranças de que algum dia pude realmente prová-las - mas que, estranhamente, não consigo reconhecer neste mundo nada nem ninguém que fosse capaz de causá-las.

Todos os dias,Pedaços de possibilidades flutuam ao meu lado; se aproximam, esbarram, pedindo silenciosamente para que eu as pegue, toque, tente, experimente. Cutucam meu juízo com um urgente desejo por uma chance de mostrarem que uma delas - ou todas - podem ser de fato a responsável - ou as responsáveis - por esse meu sentimento de plenitude tão nostálgico.

nós colocamos emAlgumas chegam a ser traiçoeiras: por hora me enganam, me inflam, me fazem subir até anovas situações, coisas,

superfície.

desejos ou pessoasMas em pouco tempo o efeito se esvaie lá estou eu, sendo lançada mais uma vez ao

nossa expectativa e angústia de que aquilo, se alcançado, fundo.
poderia nos fazer felizes.
Ah, o fundo ! ... Cada vez mais perto posso sentir isso que me alucina, ao passo que mais longe e escassas se vêem as possibilidades disponíveis a mim para alcançar tal felicidade.

Até que a tal coisa chega e nãoNesses momentos de desilusões e náufragos, me ocorre que talvez eu jamais possa encontrar uma razão definitiva no mar a minha volta, apenas motivações momentâneas e passageiras. E que para trilhar o verdadeiro caminho até meu baú de ouro, será necessário apenas
nos completam
como estávamose
imaginando, porquer
na verdade, isso de nosg
sentirmos completos podeu
apenas ser interno, com nós _l
mesmos. Mas esse infinito buscarh
por algo que parece faltar, que causaa
a sensação de ser externo é o que anima,r
que dá graça para sair e viver, é isso que nos para dentro, repetida, infinita e incessantemente. Até que apenas essa eterna busca saudosista, misteriosa, seja causa e entendimento suficiente para que cessem os vendavais e tempestades e que a calmaria preencha inteiramente o meu mundo submarino, que é a minha alma. leva até
o fim.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

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"Um dia você percebe que no decorrer da vida você encontra, perde, lembra, esquece e ama muitas pessoas. E percebe também que você é uma dessas pessoas que podem ser encontradas, perdidas, lembradas, esquecidas e amadas a todo instante..."


Dizem que cada um de nós tem uma metade, a tal alma gêmea que nos completa por inteiro. Dizem também que só há um amor mesmo, O GRANDE AMOR DA SUA VIDA e que quando ele chega, sabemos de alguma maneira que é ele. Sinceramente, eu não acredito em nada disso. Não, apesar de todas as adversidades e de a cada dia as pessoas parecerem empenhadas em me convencer do contrário, eu não deixei de acreditar que podemos sim sermos ''felizes para sempre'' com alguém. O que quero dizer é que, na verdade, acredito que nós seres humanos temos a capacidade de amar muitas vezes, muitas pessoas no decorrer da vida. Sempre de maneira diferente, não sei se na mesma intensidade ou não, porque é meio esquisito graduar sentimentos; eles tendem ao infinito e dependem mais do espaço que nós mesmos damos à eles para crescerem. Mas creio que tudo é amor. Amor verdadeiro, genuíno, válido.

"Cada relacionamento entre duas pessoas é absolutamente único. Por isso você não pode amar duas pessoas da mesma maneira. Simplesmente é impossível. Você ama cada pessoa de modo diferente por ela ser quem ela é e pela especificidade do que ela recebe de você." A Cabana, Pág. 199

Exatamente por isso, acho que a diferença entre todas as outras para a tal com quem poderemos funcionar por um bom número de anos, ou até o fim de nossa existência - quem sabe -  certamente tem muito mais a ver com as circunstâncias em que ela aparece em nossas vidas e entrega de cada um no relacionamento do que com ela ser simplesmente a tampa da nossa panela. Ou seja, acho que não há A pessoa especifica perdida ai por esse  mundão, mas UMA pessoa que vai te amar e que você vai amar também, tão disposta quanto você a fazer as coisas darem certo.

Só para começar, eu questiono aquela história muito novela e filme ultra-romântico-meloso que já citei anteriormente de: "quando seu grande amor chegar você sentirá que é ele", Ei, peralá! Pelo menos comigo, isso não parece funcionar. Acho que eu então jamais saberia quem é o "escolhido" mesmo, pois toda vez que me apaixono acredito que aquele é O cara, que jamais encontrarei outro assim para mim e blablablá. É, o amor sempre nos deixa cegos e esquecemos das milhões de outras pessoas que estão por aí, esperando para serem "encontradas" por todos nós. Mas aí, quando acaba tudo, conheço outro mais "o cara" ainda e começa a história outra vez.

Digo "acaba" o relacionamento, no caso. Pois se há um ditado sobre o amor com que eu concordo inteiramente é: "se acabou, não era amor". Podia ser carência, atração, sentimento de propriedade. Mas creio que se há alguém que mexe com você, pelo motivo mais inexplicável que seja, ele sempre mexerá. Não importa o que aconteça, a vida pode girar trocentas vezes de cabeça para baixo, um dia quando você parar para olhar, o sentimento ainda estará lá. Mas isso não é garantia nenhuma de que o relacionamento entre esses dois tem que dar certo. Quem dera o amor bastasse! Às vezes as cicatrizes mal curadas que carregamos, as prioridades incompatíveis de cada um no momento, os projetos de vida divergentes, as ideias e padrões de comportamento conflituosos, a inexperiência e falta de maturidade para lidar com certas situações a dois, a distância e tantos outros se tornam empecilhos intransponíveis. E é ai que entra a importância das circunstâncias e do momento em que as coisas acontecem de forma crucial para que a relação funcione ou não.

Porque vejamos, quando conhecemos alguém e há o "estalo", o sentimento a partir dali tende a ser crescente. A cada dia que passa o sujeitinho lhe rouba mais horas do seu pensamento, as músicas cada vez parecem ter mais a ver , o nome dele está nas placas na rua, nos muros, na TV; e quando o telefone toca, seu coração pula: "é ele !". A partir daí, quando todo o Universo parece conspirar a favor do romance e os dois estão decididos a entregar-se integralmente e ceder em prol um do outro, é onde se constroem os relacionamentos duradouros. O tempo e a convivência cuidam de tornar o vínculo cada vez mais difícil de ser quebrado e o sentimento aqui não é mais crescente, porém mantem-se estabilizado num bem querer, confiança e respeito mútuo.

Por exemplo: Sabe os avós daquele seu amigo que são casados há 60 anos? É claro que eles não acordam a cada dia com mais vontade de estarem juntos, com toda aquela loucura e vivacidade do início. Mas atreva-se a apenas cogitar a hipótese de um ficar sem o outro e um mar de lágrimas rolará. Penso que esse é o grande amor que dizem que nós devemos encontrar na vida. E é por isso que insisto que tudo se resume em um amor recíproco vinda em boa hora.


Mas voltemos lá quando você levou a flechada do cupido e está se vendo a cada dia mais apaixonada pelo dito-cujo. Mas desta vez os ventos não parecem estar ajudando e a distância separou o casal de pombinhos. Ou o seu amor nem correspondido era, ou o cara não queria nada sério. E aí, o que acontece então? Tem início o período melancólico (de duração variável, dependendo da pessoa e do nível da relação) de não-vou-mais-amar-ninguém-assim, não-sei-mais-viver-sem-ele, tudo-faz-lembrar, não-consigo-esquecer. Na verdade, geralmente não conseguimos quebrar o vínculo porque no fundo não queremos conseguir. Ou melhor, porque nós inconscientemente nos permitimos continuar naquela situação de dependência do outro. Porque por mais que estejamos sofrendo e que racionalmente queiramos sair dessa, de fato é difícil para qualquer ser humano pegar o sentimento cultivado, todas as experiências vividas, os planos de um futuro juntos, os sonhos partilhados e esperanças de felicidade depositadas e simplesmente descartar, jogar no lixo e esquecer. Enquanto o fantasma do passado estiver rondando, preferimos quase que instintivamente alimentá-lo, esperando que algo de bom ainda possa ressurgir daquela história para que tudo não tenha sido em vão, à de fato olhar para a frente e seguir adiante com as mãos vazias. E para dar uma ajudinha nesse processo tão complicado, só existe uma fómula: Distância + Tempo + Um novo amor.


"Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perda de espaço, de tempo, paciência, sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça."  Caio Fernando de Abreu


Pode ser totalmente clichê e citado por quase todos os pseudo-psicólogos das revistas femininas e livrinhos de auto ajuda como o único remédio para esquecer o infeliz, mas é verdade. Primeiro, porque se sentir ''balançada'' por uma outra pessoa, mesmo que seja um sentimento confuso, meio torto, é a primeira prova de que seu coração já começa a desatar as amarras do ''fantasma'' e a ser capaz de enxergar vida para além do relacionamento frustrado. Segundo, porque, com a distância, o antigo sentimento não tem mais alimento e tende a se encolher diante do surgimento e crescimento do novo, que acaba o tirando de foco. E o tempo então apenas termina de guardá-lo numa caixinha de memórias. Isso, acho que ele fica guardado, não é esquecido e nem deletado. Porque se um dia as coisas mudarem e a pessoa reaparecer, num novo momento, com tudo diferente, acredito que o estalo se dará novamente e aí pode, quem sabe, dar certo desta vez. Porque o amor pode ir e vir em meio as peças que a vida nos prega, mas sempre que os dois amantes se reencontrarem, perceberão que ele ainda está ali. Porque ele sempre esteve em algum lugar lá dentro, vivo.

Penso que um amor de verdade só morre mesmo quando os problemas que acabam com o relacionamento deixam de ser circunstanciais (por exemplo: quando os momentos bons juntos já não compensam os desentendimentos, os acertos não tornam suportáveis ou ao menos miniminizam os erros e a presença do outro, que fazia ganhar o dia, agora cansa, irrita. Isso tudo é referente ao momento atravessado pelos dois, pode ir e vir no tempo, é passageiro.), e passam a ser substanciais, intrínsecos ao próprio sentimento amor. Como quando um dos dois muda. 
Não estou falando de mudanças naturais, fruto do amadurecimento, pelas quais todos estamos passando todos os dias. Essas, assim como quando estamos diariamente com um criança e não conseguimos nos dar conta muito bem do seu crescimento, numa relação a dois onde passa-se junto por elas se torna uma experiência tão sutil que é quase imperceptível. Estou falando de mudanças bruscas, que ocorrem às vezes por conta de experiências intensas que passamos na vida e que mudam  características importantes da nossa personalidade, cortam qualidades e até defeitos que, como bem disse Lispector, às vezes sustentam o edifício inteiro. Ou quando somos nós mesmos que de repente abrimos os olhos para quem o outro é de verdade, pois quantas vezes criamos personagens que gostaríamos que o outro fosse e acreditamos neles. Até o dia em que percebemos que não era nada daquilo. Ou ainda a pior mudança que pode haver, dentre todas essas: que é quando traem nossa confiança e fazem algo que jamais esperaríamos. Pode ser qualquer coisa. Aí é como se tudo em que acreditamos até ali fosse mentira e a pessoa que pensávamos conhecer deixasse de existir e, com ela, o amor que lhe dedicávamos também se despedaça e se esvai.

Mas a lição que tiramos de todas essas situações é que devemos imaginar todos e cada um dos nossos relacionamentos como uma casa. Uma casa que devemos sempre cuidando, espanando a sujeira para longe e enfeitando com coisas bonitas. Mas se você limpa e a outra pessoa suja; Se você enfeita e ela quebra; Se você conserta o telhado e ela taca uma pedra; NÃO ACEITE UMA CASA EM PEDAÇOS!!! Liberte-se e vá para a rua, porque o primeiro requisito para dividir a casa com alguém e ser bem sucedido nisso é não precisar da casa. É ser suficiente para si mesma e só estar nela porque lhe acrescenta, agrega coisas boas. Não tenha medo de ficar meio perdida e sozinha por um tempo. Enquanto estiver andando por aí aproveite para conseguir paciência, lealdade, sinceridade e muitos outros enfeites. Aos poucos você começará a notar novas casas e em uma delas certamente encontrará alguém que trará consigo enfeites como os seus. Vocês se unirão para fazer aos poucos daquela casa um castelo e, então, poderão finalmente ter um final feliz.


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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

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Hoje eu acordei de madrugada, tive um pesadelo
E o medo ao olhar pela janela do quarto
as montanhas sob a completa escuridão, trovoadas e relampagos
me tomava por inteiro

A sensação de que se é apenas uma gota d'agua,
um grão de areia dentro desse mundo gigantescoque simplesmente não importa o que sentimos, o que vivemos, o que pensamos

só estamos de passagem, nós viemos e vamos embora
enquanto o mundo continua aqui, igual
esperando outras almas
umas questionadoras e rebeldes, outras bem mais acomodadas

Mas qual o sentido de tudo isso?
Não é possivel que toda essa perfeição existente seja apenas obra do acaso
Será que o fim será igual para todos, quer façam o bem, quer façam o mal?
Quer tenham sofrido pelas injustiças, quer só tenham se importado com eles próprios?
Quer tenham parado para pensar nisso ou não?
A dúvida parece ser mesmo o preço da pureza

Por isso, a única coisa que me resta agora é esperar amanhecer
À luz do dia e ao canto dos pássaros tudo parece menos pertubador
E a única certeza que fica é que se nao temos certeza de nada
Devemos mesmo é lutarmos para sermos felizes
porque o que vai valer são as vezes que sorrimos
que dançamos até não sentir o chão sob os pés
que tivemos alguém ao nosso lado quando estávamos assustadosquando nos sentimos amados e quando amamos, amamos muito
a vida, as pessoas
Vamos viver tudo que há pra viver sim
A vida é curta e complexa demais para nossa limitada compreeensão
Quando a entendermos pode ser tarde demais...



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