domingo, 11 de julho de 2010

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As palavras brotam nas mãos
Tocando o externo, germinam


A caneta,
tão precisa quanto o pincel daquele que pinta
tudo que vê e tudo que sente,
é instrumento de poder transcendente
Guia os pensamentos soltos até o papel
Poda um, dá polimento a outro
Permite-os contornar novas formas


Caindo sobre as linhas vazias
como tinta que escorre na tela
as palavras acomodam-se uma ao lado da outra
manchando o imaculado branco com mensagem e imagem
perspectiva, movimento e particularidade


Quando colhidos,
seus frutos se transformam em semente para novas mentes
e mãos:
descoberta, questionamento e 
reflexão.



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