domingo, 17 de abril de 2011

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"Não se nasce mulher; torna-se." Simone de Beauvoir

Há algo mais plural do que uma mulher? É verdade, nenhum homem na face da Terra, mesmo que gastasse toda a sua vida a treinar, seria capaz de fazer outro homem parar de falar sobre aquele assunto com um olhar. E de demonstrar desejo com um outro diferente. E doçura com outro mais. Afinal, quantos olhares tem uma mulher? Quantas mulheres habitam o corpo feminino? Mesmo entre os que a conhecem mais profundamente, é difícil achar relatos coincidentes sobre uma mesma mulher. A segurança e independência que como um furacão surgem em alguns momentos, num piscar de olhos dão lugar a inconstância e fragilidade. Que mulher nunca sonhou em largar tudo e viver de amor? E de glamour? Quantos poetas tentam há séculos decifrar seus anjos e demônios? A força capaz de te levantar abruptamente do chão e o poder de dia a dia envolver sutilmente e apresentar o abismo? Se algum dia em alguma batalha céu e inferno se repartiram de alguma premissa comum, podemos decretar que de fato a mulher é a geradora universal... Há algo mais singular do que uma mulher?

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