quarta-feira, 4 de julho de 2012

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Nada embrulha mais o estômago do que o morno
Pessoas mornas, vidinha morna, café morno
Amor morno, então...
Sem paixão, sem tesão
Enjoa, dá ânsia de vômito
Gastura, desânimo

Eu quero mesmo é queimar em chamas
Brasa mansa não me serve, não
Eu quero é febre, insolação
O delírio desmedido
Ou estremecer inteira de frio
Congelando todos os sentidos
E no fim aquele arrepio
Assim caí bem também

Só não me venha na contramão
Com tanto faz, mais ou menos, contenção 
Porque eu corto, latejo, enlouqueço
Sou vibração
Porque o quase alguma coisa não é nada
E eu sou coisa demais pra caber dentro de frecha, brecha
Espacinho ou beirada

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